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14 de janeiro de 2019, 11h35

Trump ameaça e diz que “arrasará economicamente” a Turquia

Ana Prestes diz que o presidente dos EUA reagirá no caso de ataques turcos aos curdos, depois da retirada das tropas norte-americanas da Síria

– Um episódio ocorrido ontem (13) na Venezuela provocou ainda mais a atenção sobre o país. O deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional e que havia se declarado presidente do país no final de semana, teria sido sequestrado por uma hora pelo Serviço de Inteligência da Venezuela (Sebin). Um vídeo com o suposto sequestro circulou na internet e logo houve manifestação de autoridades do exterior, como Mike Pompeo e John Bolton dos EUA, e Luis Almagro da OEA. Em sua conta do Twitter, o ministro de comunicações do governo Maduro, Jorge Rodríguez, postou uma foto de um comissário da Sebin que, segundo Rodríguez, à revelia teria conduzido o procedimento de detenção de Guaidó. O comissário teria sido colocado à disposição da justiça.

– O Grupo de Lima também emitiu uma declaração na tarde do domingo (13) em que condena a suposta detenção, por parte do Serviço Nacional de Inteligência da Venezuela, do deputado Juan Guaidó, nesse mesmo dia. O deputado teria sido abordado por autoridades venezuelanas, ficado “desaparecido” por algumas horas e “reaparecido” livre na sequência.

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– O Itamaraty emitiu outras duas notas oficiais sobre a Venezuela, uma na sexta (11) e outra no sábado (12), em que apoia a manifestação do deputado Juan Guaidó, presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, de estar disposto a assumir a presidência da Venezuela.

– O avião que levava Cesare Battisti para Roma já chegou ao seu destino. Ele foi preso na noite do sábado (12) em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia. Membros do governo Bolsonaro e do governo italiano comemoram muito a prisão, que chegou a ser chamada de “presente” por Matteo Salvini, vice-primeiro-ministro e ministro do interior da Itália. Battisti é acusado de ter cometido quatro assassinatos na década de 70 e foi condenado à prisão perpétua na Itália em 1993. Em 2010, o presidente Lula concedeu a ele asilo no Brasil, onde Battisti vivia desde 2004. Ao todo, Battisti fugiu e se refugiou por 38 anos. O fato de ter sido deportado a partir da Bolívia e não do Brasil, segundo Eugênio Aragão à FSP, fez com que Battisti perdesse os atenuantes de pena decorrentes das determinações do STF brasileiro.

– O Paraguai deve entrar com solicitação ao governo Bolsonaro de extradição de três refugiados. Dois deles, Juan Arrom e Anuncio Martí, eram membros do Partido Patria Libre (PPL) do Paraguai e foram vítimas de tortura por parte do Estado paraguaio, segundo a Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH). Ambos são acusados de fazer parte de um episódio controvertido no Paraguai: o sequestro de María Edith de Bernardi em 2001. Ela era esposa de um empresário paraguaio e nora do ex-ministro da fazenda, Enzo Debernardi.

– Na Alemanha, cerca de 10 mil pessoas visitaram o cemitério central de Friedrichsfelde, em Berlim, para render homenagens a Rosa Luxemburgo e Karl Liebknecht, no centenário de seu assassinato em 15 de janeiro de 1919.

– Coletes amarelos saíram às ruas na França pelo 9º. sábado consecutivo. Cerca de 80 mil pessoas foram às ruas, segundo a imprensa francesa. Além dos coletes amarelos, os manifestantes portam bandeiras da França, cantam o hino, têm palavras de ordem difusas, centradas nos ataques a Macron e dizem não ter uma liderança definida.  A crescente participação das mulheres é algo que tem chamado a atenção nos protestos. Os jalecos amarelos já são um marco do governo Macron.

– A União Europeia pode estender até julho o prazo para a conclusão do Brexit, pois todas as previsões apontam para uma derrota de Teresa May amanhã (15) no parlamento britânico.

– No México, AMLO enfrenta a primeira crise social no país durante seu governo. Em uma ação para combater o sistemático roubo de combustível nos oleodutos houve um massivo desabastecimento dos postos de combustíveis para a população. O combate é aos “huachicoleros”, que atacam os oleodutos que atravessam o México e roubam a gasolina que sai das refinarias.

– Trump ameaçou a Turquia ontem pelo Twitter. Disse que “arrasará economicamente” o país no caso de ataques aos curdos. O ataque se dá no contexto da retirada das tropas norte-americanas da Síria, que começou no sábado (12).

– A Síria também tem sido palco nos últimos dias da tensão entre Israel e Irã. Israel atacou um depósito de armamentos iranianos no aeroporto de Damasco. A defesa antiaérea da Síria revidou. Israelenses e norte-americanos tentam diminuir a influência do Irã em território sírio.

– O Wall Street Journal traz uma matéria que revela um pedido feito pelo conselheiro de segurança da Casa Branca, John Bolton, no final de 2018, ao Pentágono, solicitando opções para atacar o Irã.

– A atual Macedônia, que até 1991 fazia parte da Iugoslávia, deve finalmente alterar seu nome para Macedônia do Norte, conforme aprovado pelo parlamento na última sexta (11), mas ainda pendente da aprovação dos gregos. Ocorre que a mudança é fruto de uma longa (27 anos) queda de braços com a Grécia, que possui uma região com o nome Macedônia. Parece algo simples, mas o entreveiro causou um rompimento na coalização que hoje governa a Grécia. O partido Gregos Independentes, que faz parte da coalizão governista, abandonou o governo e deixou o primeiro-ministro Alexis Tsipras sem maioria na Câmara.

– Os EUA entraram no 24º. dia de “shutdown”. O maior da história.

– No Chile, a coordenação que prepara o próximo 8 de março, Dia Internacional da Mulher, está convocando uma greve geral feminista. Segundo uma das coordenadoras, Alondra Carrilo, há um ano está sendo preparada a ação para o 8 de março.

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