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04 de julho de 2018, 09h01

Trump quer acabar com sistema de cotas raciais nas universidades

A reversão decidida agora pelo promotor geral, Jeff Sessions, devolve a política governamental à época de George W. Bush

Havia nos Estados Unidos um sistema de cotas raciais na universidade. Eram diretrizes implantadas no período de Barack Obama, que encorajavam as instituições educacionais a fomentar a incorporação de minorias raciais para garantir a diversidade. A Administração de Donald Trump quer, no entanto, que as escolas e universidades dos Estados Unidos deixem de praticar sistemas de discriminação positiva com o critério da raça em suas admissões. Em novembro, o promotor geral, Jeff Sessions, pediu a seu departamento que avaliasse as políticas que estavam em vigor já que, do seu ponto de vista, iam além do que as leis e a jurisprudência permitiam em...

Havia nos Estados Unidos um sistema de cotas raciais na universidade. Eram diretrizes implantadas no período de Barack Obama, que encorajavam as instituições educacionais a fomentar a incorporação de minorias raciais para garantir a diversidade. A Administração de Donald Trump quer, no entanto, que as escolas e universidades dos Estados Unidos deixem de praticar sistemas de discriminação positiva com o critério da raça em suas admissões.

Em novembro, o promotor geral, Jeff Sessions, pediu a seu departamento que avaliasse as políticas que estavam em vigor já que, do seu ponto de vista, iam além do que as leis e a jurisprudência permitiam em matéria de diversidade.

O Departamento de Justiça dos EUA acabou revogando na terça-feira (3) sete diretrizes da divisão de direitos civis do Departamento de Educação.

A notícia foi dada pelo The Wall Street Journal na sexta-feira e confirmada pelo The New York Times citando fontes do Governo. Washington quer que, a partir de agora, o processo de seleção não leve a raça em consideração.

Em 2011 e 2016 os departamentos de Justiça e Educação reconheciam o interesse das instituições de formação superior em “conquistar os benefícios de um corpo estudantil diverso” e pediam que dessem passos de maneira proativa, dentro dos limites constitucionais.

Veja também:  Em meio a protestos por cortes na educação, Bolsonaro viaja para os EUA

A reversão decidida agora pelo promotor geral, Jeff Sessions, devolve a política governamental à época de George W. Bush, que “pedia encarecidamente que fossem usados métodos racialmente neutros” na admissão de alunos.

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