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31 de agosto de 2018, 16h57

TSE aprova por unanimidade coligação PT/PCdoB/PROS com Haddad de vice

Candidatura de Lula, no entanto, será analisada separadamente, ainda hoje

Foto: Ricardo Stuckert
Em julgamento na tarde desta sexta-feira (31), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram, por unanimidade, o registro da coligação “O Brasil Feliz de Novo”, formada pelo PT, PCdoB e PROS, e aprovou a candidatura de Fernando Haddad a vice-presidente. O registro da candidatura de Lula, no entanto, será analisado separadamente. A candidatura do ex-presidente foi contestada pela procuradora-geral Raquel Dodge, entre outros, porque sua condição jurídica esbarra nas inelegibilidades impostas pela Lei da Ficha Limpa. Ele foi condenado em segunda instância no caso do triplex no Guarujá, cuja posse nunca ficou provada. Na defesa entregue ao TSE, os...

Em julgamento na tarde desta sexta-feira (31), os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovaram, por unanimidade, o registro da coligação “O Brasil Feliz de Novo”, formada pelo PT, PCdoB e PROS, e aprovou a candidatura de Fernando Haddad a vice-presidente.

O registro da candidatura de Lula, no entanto, será analisado separadamente. A candidatura do ex-presidente foi contestada pela procuradora-geral Raquel Dodge, entre outros, porque sua condição jurídica esbarra nas inelegibilidades impostas pela Lei da Ficha Limpa. Ele foi condenado em segunda instância no caso do triplex no Guarujá, cuja posse nunca ficou provada.

Na defesa entregue ao TSE, os advogados do PT exploram politicamente a determinação da do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) para que Lula possa participar do processo eleitoral.

Em nota divulgada há pouco, a presidenta do PT, senadora Gleisi Hoffmann, denunciou a manobra do TSE ao marcar para hoje o registro da candidatura de Lula antes dos ritos legais. “O julgamento feito às pressas passa por cima de ritos previstos na lei, como as alegações finais, diferentemente do que ocorreu com outras candidaturas impugnadas, como as de Geraldo Alkmin e Jair Bolsonaro, baluartes do golpe do impeachment. A defesa de Lula, protocolada ontem à noite, tem cerca de 200 páginas contendo provas e argumentos que certamente não foram lidos com a devida atenção pelos ministros, dada a evidente falta de tempo para tal”, diz o texto. Confira a íntegra aqui.

Veja também:  "Não se fala em povo nesse governo", critica Lula

No julgamento de hoje já foram aprovadas as candidaturas de José Maira Eymael e Geraldo Alckmin.

Mais informações em breve.

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