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16 de abril de 2019, 15h50

“Tunga, o esquecimento das paixões”, de Miguel de Almeida, estreia em maio

O documentário é sobre o primeiro artista contemporâneo do mundo a ter uma obra no Louvre, em Paris

Foto: Gabi Carrera
Conhecido como Tunga, Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão nasceu em Pernambuco e estudou arquitetura e urbanismo no Rio, onde desenvolveu sua carreira nas artes plásticas iniciada na década de 70. Filho do poeta e jornalista Gerardo de Mello Mourão e de Léa Barros, uma das mulheres que posou para o quadro As Gêmeas, de Guignard, Tunga investigou literatura, filosofia, psicanálise, teatro, cinema e ciências exatas e biológicas para realizar seu trabalho. Desenhista, escultor e artista performático, Tunga é considerado um dos criadores brasileiros mais representativos da arte contemporânea. E é por meio das múltiplas ações criativas desse...

Conhecido como Tunga, Antonio José de Barros Carvalho e Mello Mourão nasceu em Pernambuco e estudou arquitetura e urbanismo no Rio, onde desenvolveu sua carreira nas artes plásticas iniciada na década de 70. Filho do poeta e jornalista Gerardo de Mello Mourão e de Léa Barros, uma das mulheres que posou para o quadro As Gêmeas, de Guignard, Tunga investigou literatura, filosofia, psicanálise, teatro, cinema e ciências exatas e biológicas para realizar seu trabalho. Desenhista, escultor e artista performático, Tunga é considerado um dos criadores brasileiros mais representativos da arte contemporânea.

E é por meio das múltiplas ações criativas desse artista plástico e da atuação poética e política de seu pai, que o diretor Miguel De Almeida se serve para contar as relações das principais ideias entre política e arte a partir da década de 1970. É o momento no qual as propostas estéticas/políticas enxergam o Brasil não mais como em busca de sua identidade, mas se enxerga parte integrante do mundo, e nele se quer inserido. Passa a discutir questões identificadas com a humanidade e com o homem; deixa de querer ser regional para se tornar internacional. São ideias e artes que fazem do mundo o seu território.

Tunga e Miguel de Almeida. Foto: Divulgação

O filme usa a trajetória de Tunga, e de seus companheiros de viagem, como os artistas Miguel Rio Branco e Cildo Meireles, e o criador de Inhotim, Bernardo Paz, para registrar o reconhecimento internacional das obras artísticas forjadas no Brasil dentro de um caráter internacionalista. Não à toa o filme se inicia com a mostra de Tunga na Pirâmide do Museu Louvre, em Paris, até agora o único artista contemporâneo do mundo a ocupar aquele espaço.

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O contraponto de seu pai, Gerardo Melo Mourão, é usado para explicitar o choque do arsenal das ideias políticas e filosóficas relacionadas com a literatura no Brasil do século XX. Do integralismo ao comunismo, da poesia regional à poesia interlocutora da dicção internacional, do papel do intelectual e do homem de ação – são alguns dos temas impressos no percurso de Gerardo Melo Mourão com amplas repercussões nos passos artísticos de Tunga.

Com depoimentos de Miguel Rio Branco, Paulo Sergio Duarte, Cildo Meireles, Bernardo Paz, Murilo Salles, Fernando Sant’Anna, Arthur Omar, Cosmo Tomé da Silva, Leonardo Gomes Guimarães e Zé Mario Pereira, Tunga, o esquecimento das paixões traz um mergulho na melhor ação criativa, responsável hoje pelo reconhecimento do artista como um dos mais expressivos da arte contemporânea mundial.

“Tunga, o esquecimento das paixões” é o segundo filme do diretor, editor e diretor Miguel De Almeida Escritor. Seu primeiro longa é “Não estávamos ali para fazer amigos”. Ele é também o diretor artístico e apresentador das séries “Sala de Cinema” e “Contraplano” (SescTV), com cerca de 180 programas realizados.

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TUNGA, O ESQUECIMENTO DAS PAIXÕES

Brasil, 2018, cor, 73min

 

Direção: Miguel De Almeida

Produção: Beto Tibiriçá e Mario Borgneth

Produção: Plateau Produções

Coprodução: Canal Brasil

Voz: Marina Lima

Roteiro: Miguel De Almeida e Thomaz Marcondes

Fotografia: Aldo Ribeiro

Montagem: Alexandre Gwaz

Distribuição: CUP Filmes

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