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30 de agosto de 2018, 09h39

Twitter é condenado a pagar R$ 380 mil a Caetano por não tirar posts ofensivos de Feliciano

O pivô da ação foram posts onde o deputado Marco Feliciano chama Caetano de “pedófilo”

Caetano Veloso. Foto: Divulgação
O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Twitter deverá pagar R$ 380 mil a Caetano Veloso. O pivô da ação foram posts onde o deputado Marco Feliciano chama Caetano de “pedófilo”. Em março, foi decidido que eles deveriam ser retirados do ar pela rede social. Como o Twitter não os retirou, a defesa do cantor entrou com uma ação no TJ-SP pedindo a punição e a juíza Thania Cardin, da 28ª Vara Cível do Tribunal, multou a rede. Os ataques de Feliciano à Caetano começaram em outubro do ano passado, quando o cantor saiu em defesa da exposição no...

O Tribunal de Justiça de São Paulo determinou que o Twitter deverá pagar R$ 380 mil a Caetano Veloso.

O pivô da ação foram posts onde o deputado Marco Feliciano chama Caetano de “pedófilo”. Em março, foi decidido que eles deveriam ser retirados do ar pela rede social.

Como o Twitter não os retirou, a defesa do cantor entrou com uma ação no TJ-SP pedindo a punição e a juíza Thania Cardin, da 28ª Vara Cível do Tribunal, multou a rede.

Os ataques de Feliciano à Caetano começaram em outubro do ano passado, quando o cantor saiu em defesa da exposição no Museu de Arte Moderna (MAM) em São Paulo que foi alvo de manifestações de direitistas por conter nudez. Em um vídeo, o deputado federal, além de dizer que artistas como Caetano estão “em campanha pela exposição de sexo e nudez”, chamá-lo de “hipócrita” e “desonesto”, ainda pediu a prisão do cantor, já que “estupro é crime imprescritível”, já que Caetano teria tido relações sexuais com sua atual companheira, Paula Lavigne, quando ela tinha 13 anos. A batalha judicial entre Caetano e Feliciano começou em dezembro.

Em abril, em outra decisão, foi exigido que o Twitter pagasse R$ 220 mil a Caetano pelo mesmo motivo, não tirar publicações do ar. A empresa, porém, nunca pagou o valor. O Twitter pode recorrer da decisão.

Com informações da coluna de Lauro Jardim

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