ASSISTA
26 de Abril de 2014, 13h34

Um mês após depoimento, coronel Paulo Malhães é encontrado morto

Comissão Nacional da Verdade pede que a Polícia Federal investigue o caso

Comissão Nacional da Verdade pede que a Polícia Federal investigue o caso

Por Redação

paulo

Em depoimento, Malhães detalhou as mutilações de corpos (Divulgação/CNV)

Na sexta-feira (25), o coronel Paulo Malhães foi encontrado morto em sua casa em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. De acordo com a polícia, três homens invadiram a casa, amarraram a mulher do coronel e o caseiro, e procuraram armas. Indícios apontam que o militar foi morto por sufocamento.

Malhães foi morto apenas um mês após prestar depoimento à Comissão Nacional da Verdade (CNV). Segundo a Carta Capital, o coronel temia os riscos de revelar atrocidades cometidas durante a ditadura militar. Suas revelações foram chocantes, porque Paulo Malhães conseguiu contar detalhes de torturas e mutilações de corpos com frieza.

As atividades narradas envolviam práticas como arrancar arcadas dentárias e pontas dos dedos para dificultar a identificação de corpos. Esse tipo de tortura e mutilação era realizado na Casa da Morte, em Petrópolis. Em seu depoimento, Malhães também deu sua versão sobre o desaparecimento dos restos mortais do deputado federal Rubens Paiva.

O coordenador da CNV, Pedro Dallari, solicitou ao ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, que a Polícia Federal (PF) acompanhe as investigações sobre a morte do coronel reformado do Exército. O caso está sendo apurado pela Divisão de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF).