01 de outubro de 2018, 17h47

Um papo franco sobre Bolsonaro e a extrema-direita

O nazismo não era de esquerda. E o programa Bolsonaro está muito mais próximo de Hitler do que você imagina

Foto: Beto Oliveira

Por favor, antes que você me chame de comunista, deixa de eu te dizer: eu sou marxista mesmo.  Mas, por favor, não deixe de ler meu texto até o fim. Eu sou marxista, mas amo a liberdade. Acredito que nenhuma ditadura, nem a socialista, nem a militar foi boa para a humanidade.  O que eu gosto nos autores marxistas é a percepção de que a pobreza é uma aberração que deve ser exterminada. Pessoas não deveriam passar fome, morrer em guerras, sofrer sem saúde pública, ao contrário, todos deveríamos ter acesso à educação e saúde pública de qualidade. Aliás, é assim nos melhores países europeus, e eles não são comunistas, vivem em pleno livre mercado.

Quero falar com você que berra por aí, inclusive com a embaixada da Alemanha, que Hitler e o nazismo eram de esquerda, porque tinha o nome socialista no nome. Deixa eu te falar algo no pé do ouvido: a direita, comandada por Olavo Demente de Carvalho, mentiu para você, mentiu muito mesmo.  Hitler era de extrema direita. Eu pesquiso o nazismo e o neonazismo há quinze anos, e meu Doutorado foi uma pesquisa extensa sobre o tema. Por conta disso eu li muitas vezes o livro que Hitler escreveu, Minha Luta. Nesse livro ele narra o ódio que sente dos judeus. No livro, só há um objeto que ele odeie mais que os judeus, que como todos sabemos foram alvo de sua perseguição extrema. O objeto que Hitler odiava mais que os judeus era o marxismo. Há no livro de Hitler mais citações e incitação de ódio ao marxismo do que aos judeus. De forma nenhuma, de jeito nenhum, ele pode ser marxista, ou de esquerda.

Ele comenta que sempre tentou, desde muito cedo se esforçar, “por todos os meios ao meu alcance”, para convencer todas as pessoas da “perniciosidade dos erros do marxismo”.  Para Hitler o marxismo devia ser combatido porque “repele o princípio aristocrático da natureza”, e “combate a noção de raça”.  Ele chamava o marxismo de veneno, e destilou que o partido nazista deveria combater o marxismo como regra e prioridade.

Você deve se perguntar por que alguém mentiria sobre isso. Muito simples, para manipular você e fazê-lo acreditar que defende o melhor caminho. Mas, na verdade, o programa de Bolsonaro está muito mais próximo de Hitler (apesar do apoio de alguns judeus, enganados por eles, mas há um grande movimento de judeus contra ele, se informe!), do que você imagina. Ele é racista, militarista, anti-marxista.  Não deixe o Brasil ter um presidente hitlerista. Comece a se informar nas fontes históricas.

Você pode ler uma matéria sobre minha tese aqui.