ASSISTA
14 de Abril de 2018, 18h03

Uma semana da prisão política: Lula Livre

Neste sábado, 14 de abril de 2018, se completa uma semana do encarceramento de Lula e também faz um mês que Marielle e Anderson foram executados. São eventos conectados na mesma cadeia de ascensão da extrema-direita, do fascismo e do fechamento do regime, que se acelera.

Foto: Mari Cartaxo / Mídia NINJA

O golpe avançou e perpetrou a violência de encarcerar o maior líder popular, o maior representante da esquerda no Brasil; mas a resistência avança e o mundo inteiro vai tomando consciência do Estado de exceção.

Aqui, o dia a dia dessa primeira semana de resistência.

Dia 01 da prisão

O grande esforço coletivo é impedir a “normalização” da prisão de Lula. Toda a luta política e ELEITORAL passa agora pela consigna #LulaLivre #LiberdadeparaLula. Todo o resto é secundário. Temos que criar um fato por dia. Transformar Curitiba no centro político do país. E em agosto, vamos inscrever Lula candidato a presidente. Com ele livre ou preso.

Dia 02 da prisão

A resistência está firme. O acampamento em Curitiba cresce. Vamos precisar organizar um rodízio para assegurar que haja sempre centenas de militantes e dirigentes presentes. As Frentes Brasil Popular e Povo sem Medo já tiraram calendário imediato de lutas. O PT nacional reafirma a candidatura de Lula à presidência. Não há “plano B”, só plano L. Além disso, a sede nacional do PT agora é em Curitiba. Na quarta-feira, 11, é dia de atos em todo o Brasil e em todo o mundo. Tudo é válido. A reação tem comando (as direções do PT, CUT, PCdoB, PSOL, das Frentes), mas depende de cada um de nós. Escrever LULA LIVRE nas notas de real, mandar cartas ao Lula, telefonar na Superintendência da PF, fazer post, vídeos, tuítes, pichações, panfletagens, caminhadas, pequenos atos, aulas públicas. Sobretudo quem tiver amigos e contatos no exterior tentar expandir a repercussão em todo o mundo. É preciso garantir a integridade de Lula. Os fascistas estão ousados. Não subestimemos o inimigo.

Dia 03 da prisão

Ao colocar Lula na tal sala de “Estado maior” – que, na prática, é um solitária –  Moro tenta atingir dois objetivos: quebrar o presidente psicologicamente e restringir toda e qualquer possibilidade de que faça luta política e tenha contato com lideranças no Brasil e no exterior. Hoje, Moro impediu que nove governadores e três senadores visitassem Lula. Mais um arbítrio. Nosso maior desafio continua sendo impedir a “rotinização” da prisão e ao mesmo tempo ampliar a indignação popular. Amanhã é dia nacional de mobilização. Em São Paulo, o PT convoca ato para amanhã, 11 de abril, 16h, na Praça da Sé. Nada é mais importante do que a campanha #LulaLivre. O seu sucesso vai determinar o futuro imediato da luta contra o golpe.

Dia 04 da prisão

A eleição – se acontecer – será sobre Lula. Lula é o centro do processo. Preso ou solto. Vivo ou morto. Lula é a mosca na sopa, o bode na sala, a pedra no sapato, o sapo na goela do golpe. Não adianta tentarem mudar de assunto. A resistência, sem ser gigante, segue potente. O povo está sacando o que acontece, cada dia um pouco mais. A base coxinha está bem menos engajada. Não é uma corrida de 100 metros rasos. Estamos em uma maratona. O desafio é manter e ampliar a mobilização. Do it yourself. Auto-organização. Lula somos cada uma de nós. #LulaLivre  #LulaPresidente

Dia 05 da prisão

E a triste semana vai acabando. Acampamento em Curitiba recebe novas levas de militantes –  reforço sobretudo da galera de São Paulo. STF nega HC de Pallocci com novo show de populismo penal de Barroso, o minúsculo. Novos indicadores econômicos mostram que a recessão segue firme. Esse é um dos nós do golpe: eles não têm o que oferecer para o povo, que a cada dia vai entendendo mais o processo em curso. Segue a agenda de mobilização por todo o país. #LulaLivre

Dia 6 da prisão

O partido da imprensa golpista, entre delírios, sonhos e manipulação grosseira tenta vender a ideia de que o PT vai abandonar Lula ou apoiar alguém  de outro partido. Mentira. A campanha e a solidariedade crescem em todo o país e no mundo. Boulous (PSOL) com Tarso Genro em Lisboa denunciando o golpe. Idem Dilma em Madrid. Assim como Manu (PCdoB) na Argentina com Cristina Kirchner. Esquerda unida como poucas vezes se viu. A solidariedade à Lula e o repúdio ao Estado de exceção estão se disseminando em todo o mundo e  são parte estratégica na construção da resistência democrática. Não vamos deixar a situação se “rotinizar”. Na luta. #LulaLivre #LulaPresidente.

Dia 07 da prisão

Neste sábado, 14 de abril de 2018, se completa uma semana do encarceramento de Lula e também faz um mês que Marielle e Anderson foram executados. São eventos conectados na mesma cadeia de ascensão da extrema-direita, do fascismo e do fechamento do regime, que se acelera.  Agora, um outro juizeco de Curitiba quer acabar com o Acampamento Lula Livre, impondo uma multa diária de R$ 500 mil se as pessoas não deixarem as imediações da PF em Curitiba. A defesa de Lula continua sua luta no front jurídico, tensionando o STF, mas não se recomenda grandes expectativas aí. Por outro lado, a imprensa golpista mostra que Moro continua trabalhando em outros processos contra Lula, ao mesmo  tempo que procura esconder esse grande elefante na sala do golpe, que é a prisão do maior líder popular do Brasil. Pela memória e pela vida de Marielle. Pelo martírio de Lula e por um Brasil menos violento e desigual não temos o direito de parar um minuto. Resistir, resistir, resistir.

#LulaLivre #MarielleVive