12 de julho de 2018, 07h56

Universal x Globo: Impeachment de Crivella começa a ser discutido hoje

Os pedidos de impeachment contra o prefeito foram feitos após publicação do jornal "O Globo" revelar ter havido uma reunião secreta com pastores no Palácio da Cidade

Os dois pedidos de impeachment protocolados contra o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (PRB), começam a ser discutidos pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro a partir desta quinta-feira (12).

Os pedidos de impeachment contra o prefeito foram feitos após publicação do jornal “O Globo” revelar ter havido uma reunião secreta com pastores no Palácio da Cidade, sede do governo, em que o prefeito garantiu soluções para problemas com IPTU e agilidade para cirurgias de catarata.

Em áudio obtido pelo jornal, Crivella diz: “Nós temos que aproveitar que Deus nos deu a oportunidade de estar na prefeitura para esses processos andarem. Temos que dar um fim nisso”.

O recesso parlamentar, que só acabaria no final do mês, será interrompido pela sessão extraordinária, por conta da assinatura de requerimento de 17 parlamentares da oposição para que a Casa discutisse o impedimento de Crivella.

Horas depois do pedido oposicionista ser protocolado, mais 17 parlamentares – dessa vez da base governista do prefeito – assinaram um documento semelhante, para demonstrar “união” e o desejo de derrubar o impedimento.

“Crivella terá dificuldades”, diz oposição

Tarcísio Motta, do PSOL, acha que Crivella terá dificuldades para se livrar do impeachment.

“Na votação da Previdência eles conseguiram 28 votos contra 20. A margem do governo foi pequena. A base está enfraquecida.”

Para correligionários do PSOL, a votação vai depender também do “calor das ruas”.

Em entrevista coletiva na terça-feira, eles pediram várias vezes para que a sociedade civil participe da sessão na quinta e prometeram marcar atos em redes sociais.

David Miranda, também do PSOL, disse que vai pedir para que todos os vereadores – e não somente os que votarem pelo impeachment – defendam seu voto no púlpito.

Um outro parlamentar diz que a intenção é deixar “constrangidos” aqueles que defendam as atitudes do Executivo vistas como impopulares.

Com informações do G1


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