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07 de dezembro de 2017, 12h12

Universidade de Coimbra repudia agressão à UFMG

A ação da Polícia Federal contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi condenada também em âmbito internacional; o diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, classificou como "despropositada e ilegal" a condução coercitiva do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez e equipe

A ação da Polícia Federal contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi condenada também em âmbito internacional; o diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, classificou como “despropositada e ilegal” a condução coercitiva do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez e equipe Por Brasil 247 A ação da Polícia Federal contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi condenada também em âmbito internacional. O diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos (foto), um dos maiores intelectuais da atualidade, classificou como “despropositada e ilegal” a condução...

A ação da Polícia Federal contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi condenada também em âmbito internacional; o diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos, classificou como “despropositada e ilegal” a condução coercitiva do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez e equipe

Por Brasil 247

A ação da Polícia Federal contra a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) foi condenada também em âmbito internacional. O diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Boaventura de Sousa Santos (foto), um dos maiores intelectuais da atualidade, classificou como “despropositada e ilegal” a condução coercitiva do reitor da UFMG, Jaime Arturo Ramírez, e de equipe.

“Quero ao mesmo tempo testemunhar a mais veemente solidariedade a estes académicos íntegros e quero pedir-lhes, em nome da comunidade académica internacional, que não se deixem intimidar por estes actos de arbítrio por parte das forças anti-democráticas que tomaram conta do poder no Brasil”, disse Boaventura em nota.

O intelectual disse também que não há nenhuma razão jurídica que justifique tais ações. “Os actos de que são vítimas visam, isso sim, desmoralizar as universidades públicas e preparar o caminho para a sua privatização”, afirmou.

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Leia, abaixo, a nota na íntegra:

MENSAGEM DE REPÚDIO DO PROFESSOR BOAVENTURA DE SOUSA SANTOS PELA CONDUÇÃO COERCITIVA DO REITOR DA UNIVERSIDADE FEDERAL DE MINAS GERAIS

Na minha qualidade de Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, quero manifestar o mais vivo repúdio pela despropositada e ilegal condução coercitiva de que foi vítima o Reitor e a equipa reitoral da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Quero ao mesmo tempo testemunhar a mais veemente solidariedade a estes académicos íntegros e quero pedir-lhes, em nome da comunidade académica internacional, que não se deixem intimidar por estes actos de arbítrio por parte das forças anti-democráticas que tomaram conta do poder no Brasil.

Eles sabem bem que nada disto tem a ver pessoalmente com eles enquanto indivíduos, pois sabem que não há nenhuma razão jurídica que justifique tais acções. Os actos de que são vítimas visam, isso sim, desmoralizar as universidades públicas e preparar o caminho para a sua privatização.

Estamos certos que estes desígnios não se cumprirão, pois a resistência da comunidade académica e do conjunto da cidadania democrática brasileira a tal obstarão.

O Reitor da UFMG e a sua equipa reitoral estão agora na linha da frente dessa resistência e merecem por isso não apenas a nossa solidariedade, mas também todo o nosso respeito.

Coimbra, 6 de Dezembro de 2017

Boaventura de Sousa Santos

Director do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra

Foto: Maria de Lourdes Roxo Gonçálves

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