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31 de Janeiro de 2013, 12h26

Uruguai propõe trocar armas por computadores ou bicicletas

Governo de José Mujica pretende lançar programa em fevereiro ou março

Governo de José Mujica pretende lançar programa em fevereiro ou março

Da Redação

Governo de Mujica planeja ofensiva contra o tráfico de arma no país (Foto: Presidencia de la República del Ecuador / Flickr)

O governo do Uruguai pretende implementar um programa de troca de armas de fogo por computadores ou bicicletas. O projeto, chamado de  “Armas para a vida”, ainda em fase de elaboração, deve começar em fevereiro ou março.

O Uruguai possui uma população de 3 milhões de habitantes. Estima-se que, para cada cidadão uruguaio, exista uma arma de fogo.

“A campanha propõe uma troca: o cidadão entrega uma arma de fogo e recebe em troca outra: uma arma para a vida”, declarou o Ministério do Interior em comunicado.

O objetivo do governo do presidente José Mujica é que o projeto seja implementado junto com a aprovação de um projeto de lei que converte em crime o porte ilegal de armas e busca combater seu tráfico.

Após promulgada a lei, os uruguaios terão o prazo de seis meses para entregar sua arma ou legalizá-la. Caso contrário, poderão sofrer penas que vão de um a doze anos de prisão.

“São essas mesmas armas as que, em algum momento e por diversas causas como venda e roubo, podem terminar ingressando no mercado ilegal de armamentos ao qual recorrem as pessoas delinquentes”, disse Fernando Gil, responsável pela comunicação do Ministério do Interior uruguaio.

O Uruguai, que orgulha-se de ser um país tranquilo, neste ano já registrou 30 assassinatos. Em 2012, o país fechou o ano com o recorde de 290 homicídios, 90 a mais que em 2011.

Com informações do La Nación.