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28 de fevereiro de 2018, 11h29

USP e UEPB também vão disponibilizar disciplina sobre o golpe de 2016

Depois que a Unicamp e as universidades federais da Bahia (UFBA), Amazonas (UFAM) e Ceará (UFC) seguiram a UnB, agora a USP e a Universidade Estadual da Paraíba ofertarão o curso

Na Universidade de São Paulo, curso será ministrado pelo Departamento de História – Foto: Divulgação/USP A disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil”, idealizada pelo professor Luis Felipe Miguel, da UnB, segue se espalhando pelas universidades públicas brasileiras, como reação à tentativa de censura do governo de Michel Temer, na pessoa do ministro da Educação, Mendonça Filho. Após a Unicamp e as universidades federais da Bahia (UFBA), Amazonas (UFAM) e Ceará (UFC) seguirem a UnB e anunciarem que vão disponibilizar o curso, agora a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB)...

Na Universidade de São Paulo, curso será ministrado pelo Departamento de História – Foto: Divulgação/USP

A disciplina “O golpe de 2016 e o futuro da Democracia no Brasil”, idealizada pelo professor Luis Felipe Miguel, da UnB, segue se espalhando pelas universidades públicas brasileiras, como reação à tentativa de censura do governo de Michel Temer, na pessoa do ministro da Educação, Mendonça Filho.

Após a Unicamp e as universidades federais da Bahia (UFBA), Amazonas (UFAM) e Ceará (UFC) seguirem a UnB e anunciarem que vão disponibilizar o curso, agora a Universidade de São Paulo (USP) e a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) também ofertarão a matéria. Na USP, o curso será ministrado pelo Departamento de História, segundo o site Painel Acadêmico. Já na estadual da Paraíba, a disciplina será ministrada pelo Departamento de Filosofia e terá a coordenação do professor Valmir Pereira. Serão oferecidas 40 vagas para estudantes e professores da UEPB que pretendem aprofundar a temática. Das 75 horas/aula previstas, 65 horas serão reservadas para a parte teórica (presencial), enquanto 10 horas serão destinadas à parte prática, que consiste na produção textual.

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“Pretendemos entender os elementos de fragilidade do sistema político brasileiro que permitiram a ruptura democrática, de maio e agosto de 2016, com a deposição da presidenta Dilma Rousseff, bem como analisar o governo presidido por Michel Temer”, justificou o coordenador. A proposta, conforme Valmir, “é investigar o que a agenda de retrocesso nos direitos e restrição às liberdades diz sobre a relação entre as desigualdades sociais e o sistema político no Brasil e estudar os desdobramentos da crise em curso e as possibilidades de reforço da resistência popular e de restabelecimento do Estado de direito e da democracia política no Brasil”.

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