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08 de junho de 2017, 18h33

Utilizando método cubano, MST vai alfabetizar 20 mil pessoas no Maranhão

Objetivo do governo Dino é chegar às 30 cidades maranhenses mais empobrecidas; militantes de 11 estados atuam no projeto Por Lilian Campelo, no Brasil de Fato O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em parceria com o governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB), iniciou, nesta semana, a segunda etapa de aplicação do programa de alfabetização cubano “Yo Sí Puedo” ou “Sim, Eu Posso”, na versão brasileira. O objetivo é ensinar 20 mil pessoas, de 15 municípios, a ler e escrever. O projeto está paulatinamente sendo ampliado. Em sua primeira etapa, chegou a sete mil pessoas, moradoras de oito cidades....

Objetivo do governo Dino é chegar às 30 cidades maranhenses mais empobrecidas; militantes de 11 estados atuam no projeto

Por Lilian Campelo, no Brasil de Fato

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), em parceria com o governo do Maranhão, comandado por Flávio Dino (PCdoB), iniciou, nesta semana, a segunda etapa de aplicação do programa de alfabetização cubano “Yo Sí Puedo” ou “Sim, Eu Posso”, na versão brasileira. O objetivo é ensinar 20 mil pessoas, de 15 municípios, a ler e escrever.

O projeto está paulatinamente sendo ampliado. Em sua primeira etapa, chegou a sete mil pessoas, moradoras de oito cidades. A meta é alcançar os 30 municípios com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do estado, o mais empobrecido do país.

Para atingir o objetivo, foi construída uma brigada nacional composta por 79 militantes do MST, vindos de 11 estados do país. A tarefa deles é mobilizar grupos de jovens e lideranças locais das comunidades e realizar formações com educadores e coordenadores pedagógicos para transmitir o método cubano, de forma que eles atuem como multiplicadores.

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De acordo com o secretário de direitos humanos e participação popular do Maranhão, Francisco Gonçalves da Conceição, “agora há um desafio novo: nos oito municípios que nós iniciamos, queremos erradicar o analfabetismo”.

Identidade

Os jovens e adultos da primeira jornada de alfabetização, depois que aprenderam a ler e a escrever tiveram as carteiras de identidade atualizadas para que deixe de constar o carimbo”não alfabetizado”.

Maria Divina Lopes, dirigente estadual do MST no estado, conta que a entrega foi feita durante um seminário. Ela lembra que foi um dos momentos mais emocionantes do projeto: “a gente vê na expressão do educando que conseguiu trocar sua identidade e escrever o nome. Uma expressão tanto de empoderamento, quanto de orgulho, orgulho de si, da sua capacidade de superação”, recorda.

“Sim, Eu Posso”

O método de alfabetização cubano “Sim, Eu Posso!” é aplicado nos quatro primeiros meses da formação. Depois disso, é utilizada a metodologia dos Círculos de Cultura, que é baseada nas propostas do educador Paulo Freire e segue sendo aplicada até o final do projeto.

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Graças ao método “Sim, Eu Posso”, a Venezuela se declarou, em 2005, um território livre de analfabetismo. A Bolívia obteve resultado semelhante, com o reconhecimento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), em 2016.

Foto: Governo do Maranhão 

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