ASSISTA
05 de setembro de 2007, 11h48

Vale não se pronuncia sobre plebiscito

Procurada, empresa não fala a respeito, mas divulga resultados pós-privatização

Procurada, empresa não fala a respeito, mas divulga resultados pós-privatização

Por Redação

A Companhia Vale do Rio Doce não se manifesta a respeito do Plebiscito organizado por movimentos sociais pela nulidade do leilão de privatização, em 1997. A assessoria de imprensa da empresa considera que não cabe à direção atual se pronunciar a respeito do processo de privatização. A sugestão foi conferir os resultados da Vale após a desestatização, disponíveis na página da empresa na internet.

Segundo a empresa, a Vale possui mais de cinco vezes mais funcionários hoje do que há dez anos. Eram 11 mil empregados em 1997, diante de 56 mil atuais. Considerando a cadeia de produção (postos indiretos) a mineiradora estima em 620 mil os trabalhadores envolvidos atualmente.

A Vale também é a segunda mineradora com maior valor de mercado do mundo, tendo subido da sexta posição em 2001 com valor de mercado de US$ 9,2 bilhões, para os US$ 103 bilhões estimados em junho de 2006. O lucro líquido da CVRD no ano passado foi de US$ 6,5 bilhões.

Segundo o ranking da revista Fortune, a Vale é a quinta maior empresa brasileira e a 359ª do mundo. No país, ela fica atrás da Petrobras, dos bancos Bradesco, Itaú e Banco do Brasil. Duas das quatro maiores são estatais.

Os fundos de pensão dos funcionários do Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Petrobras e outras empresas estatais são acionistas da Vale. A Valepar, controladora da Companhia com 52,3% das ações ordinárias, tem 58% de suas ações nas mãos da Previ, segundo a campanha “A Vale é Nossa“.