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27 de fevereiro de 2019, 06h23

Vélez atendeu pedido de Bolsonaro em carta para escolas filmarem alunos cantando hino

Recomendação era para "exaltar símbolos pátrios", mas ministro exagerou na dose. Em reação, Ubes lança campanha #minhaescoladeverdade para mostrar descaso com a educação

Representante da UBES protesta durante fala do ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez (Agência Senado)
Coluna Painel, de Daniela Lima na edição desta quarta-feira (27) da Folha de S.Paulo, informa que partiu de Jair Bolsonaro (PSL) a ideia de enviar uma carta pedindo às escolas para filmarem os alunos cantando o hino, com o slogan da campanha ao final. O ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez teria apenas operacionalizado a recomendação de Bolsonaro para a exaltação de “símbolos pátrios”, mas a cúpula do MEC reconhece que o ministro exagerou na dose. Leia também: Autorização para filmar crianças estava “implícita” em carta, afirma Vélez-Rodríguez Em reação à carta, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançou uma campanha...

Coluna Painel, de Daniela Lima na edição desta quarta-feira (27) da Folha de S.Paulo, informa que partiu de Jair Bolsonaro (PSL) a ideia de enviar uma carta pedindo às escolas para filmarem os alunos cantando o hino, com o slogan da campanha ao final.

O ministro da Educação, Ricardo Vélez-Rodriguez teria apenas operacionalizado a recomendação de Bolsonaro para a exaltação de “símbolos pátrios”, mas a cúpula do MEC reconhece que o ministro exagerou na dose.

Leia também: Autorização para filmar crianças estava “implícita” em carta, afirma Vélez-Rodríguez

Em reação à carta, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) lançou uma campanha na internet para alunos e professores registrarem problemas nos colégios, como banheiros destruídos e salas sem ventilador. Além disso, os docentes também foram estimulados a fotografarem seus contracheques.

“Vamos mostrar os verdadeiros problemas na sala de aula, que é a goteira no teto da nossa sala, que é a sala de aula sem professor, porque não pagam salário, que é a quadra e a biblioteca fechadas porque não têm manutenção, que é o chão rachado da nossa escola, que é a nossa escola sem merenda”, declara Pedro Gorki, presidente da Ubes, na página da entidade no Facebook.

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Imagens e vídeos ligados ao movimento estão sendo postados na internet com a hashtag #MinhaEscolaDeVerdade. A Ubes recomenda que as gravações sejam encaminhadas por e-mail ao Ministério da Educação.

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