15 de novembro de 2013, 09h57

Vencedor do Jabuti pede que se combata “com todas as forças” restrições às biografias

Discurso foi feito após Audálio Dantas receber o prêmio: “Quando as pessoas são públicas, as biografias pertencem ao público.”

Discurso foi feito após Audálio Dantas receber o prêmio: “Quando as pessoas são públicas, as biografias pertencem ao público.” Por Igor Carvalho Sala São Paulo foi a sede do Prêmio Jabuti 2013 (Foto: Prêmio Jabuti) O escritor e jornalista Audálio Dantas foi o vencedor do Prêmio Jabuti 2013 de Melhor Livro do Ano na categoria não ficção, com sua obra “As Duas Guerras de Vlado Herzog: da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil”. Após receber o prêmio, discursou e pediu que se combata “com todas as forças” as tentativas de se restringir as publicações de biografia no...

Discurso foi feito após Audálio Dantas receber o prêmio: “Quando as pessoas são públicas, as biografias pertencem ao público.”

Por Igor Carvalho

Sala São Paulo foi a sede do Prêmio Jabuti 2013 (Foto: Prêmio Jabuti)

O escritor e jornalista Audálio Dantas foi o vencedor do Prêmio Jabuti 2013 de Melhor Livro do Ano na categoria não ficção, com sua obra “As Duas Guerras de Vlado Herzog: da perseguição nazista na Europa à morte sob tortura no Brasil”. Após receber o prêmio, discursou e pediu que se combata “com todas as forças” as tentativas de se restringir as publicações de biografia no Brasil.

Para exemplificar a importância de se manter a produção e comercialização de obras bibliográficas, Dantas citou o livro “Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo”.

“O debate que livros como o meu, como o do Mário Magalhães sobre o Marighella trazem é essencial para que as novas gerações não se esqueçam, ou melhor, fiquem sabendo do que realmente aconteceu no nosso país naquele período [ditadura]”, afirmou Dantas.

Para o escritor premiado, as tentativas de proibição são “movidas por interesses muitas vezes simplesmente peculiares”.  Por fim, Dantas afirmou que “quando as pessoas são públicas, as biografias pertencem ao público.”