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13 de junho de 2018, 15h18

Via Crucis

"Essa modinha de fakenews, capitaneada justamente pela velha mídia brasileira - maior produtora de notícias falsas do planeta -, não tem interesse público algum, nem nenhum compromisso com a verdade". Leia mais no blog 'Brasília, eu vi', por Leandro Fortes

O Papa Francisco e o terço. Foto: Reprodução

Assim que começou essa modinha de agência de checagem de fake news, capitaneada justamente pela velha mídia brasileira – maior produtora de notícias falsas do planeta -, eu avisei aqui: esse movimento não tem interesse público algum, nem nenhum compromisso com a verdade.

Foi pensado para criminalizar a mídia alternativa e intimidá-la, de modo a acabar com o único contraponto que a sociedade tem às máfias noticiosas, Grupo Globo à frente.

Essa polêmica em torno do rosário enviado pelo papa Francisco ao presidente Lula, preso político em Curitiba, é extremamente reveladora disso.

Essa tal de Lupa, em meio a uma miríade de desmentidos sobre o tema, ignorou completamente que o UOL foi o primeiro a dar a notícia no Brasil e, a partir de uma checagem porca feita com um certo Vatican News, apontou o dedo para o Brasil 247 e a Revista Fórum. Um expediente de calúnia que visa desmoralizar esses veículos e provocar sanções junto ao Facebook.

Na origem dessa pilantragem está o pavor dessa cristandade paneleira de bunda suja diante da possibilidade de o papa intervir a favor de Lula, o que colocaria a Igreja na luta direta contra essa farsa jurídica comandada pelo juiz Mazzaropi, no maior país católico do mundo.

O fato é que o tal rosário foi abençoado por Francisco e entregue a Lula por um emissário oficial do Vaticano.

E isso não tem nada a ver com religião.