15 de novembro de 2018, 16h26

Via Facebook, Lula reafirma que Moro monitorou doleiro Alberto Youssef

“O primeiro pedido de grampo do delator do Banestado e da Lava Jato foi em 14 de julho de 2006. Moro autorizou o grampo em 19 de julho de 2006, e ele foi sendo renovado até Youssef ser preso em 2014. Tudo documentado", diz postagem na página do ex-presidente

Foto: Reprodução/Justiça Federal

O interrogatório de Lula, feito pela juíza substituta Gabriela Hardt, na tarde desta quarta-feira (14), em Curitiba, apresentou manifestações de tensão, nervosismo, além de discussões entre ambos. Em um desses momentos, houve um bate-boca, depois que o ex-presidente acusou Sérgio Moro de ser amigo do doleiro Alberto Youssef. A juíza, aparentando nervosismo, rebateu na hora.

Hoje, na página de Lula no Facebook, há o esclarecimento sobre o fato, mostrando que o ex-presidente tinha razão em seus argumentos: “Ontem, a juíza Gabriela Hardt disse que Moro não monitorou Alberto Youssef por 8 anos, entre 2006 e 2014. A juíza se equivocou na sua fala. Moro monitorou sim, desde 2006, as ligações de Youssef. O primeiro pedido de grampo do delator do Banestado e da Lava Jato foi em 14 de julho de 2006. Moro autorizou o grampo em 19 de julho de 2006, e ele foi sendo renovado até Youssef ser preso em 2014. Tudo documentado”.

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Ainda segundo a publicação, Lula confrontou Moro com essa questão em seu primeiro depoimento, dizendo que o juiz tinha mais condições de saber os escândalos da Petrobras do que ele, porque monitorava Youssef. Moro não questionou a fala de Lula, em 10 de maio de 2017.

Bate-boca

No depoimento de quarta, o ex-presidente disse: “Eu não sei por que cargas d’água, no caso Petrobras, houve essa questão de jogar suspeita sobre indicações de pessoas. É triste, mas é assim. Possivelmente, por conta de que o delator principal é o (Alberto) Youssef, que era amigo do Moro desde o caso do Banestado (Banco do Estado do Paraná). É isso, lamentavelmente é isso”, destacou.

Gabriela Hardt retrucou se dirigindo a Cristiano Zanin, advogado de defesa: “Doutor, por favor. Ele não vai fazer acusações sobre meu colega aqui”. Lula respondeu que não estava fazendo acusações, mas “constatando um fato”. “Não é um fato, porque o Moro não é amigo do Youssef e nunca foi”, rebateu Gabriela. “Mas manteve ele (Youssef) sob vigilância oito anos”, continuou Lula. “Ele não ficou sob vigilância 8 anos e é melhor o senhor parar com isso”, disse a juíza, demonstrando não estar muito bem informada.

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