17 de setembro de 2018, 17h19

Vídeo da embaixada da Alemanha sobre nazismo é reação ao extremismo de brasileiros, diz Ariel de Castro Alves

"O nazismo era um movimento de extrema direita, e que não tinha nenhuma relação com a esquerda, tanto que combatia o marxismo”, afirma

Alguns internautas tiveram uma reação surpreendente quando a Embaixada da Alemanha no Brasil publicou um vídeo contra a extrema direita. Depois de a embaixada ter postado sobre a necessidade de não esquecer os crimes do nazismo, alguns brasileiros passaram a dizer que o regime era de esquerda e a negar que o Holocausto – período em que mais de 6 milhões de judeus foram exterminados – tivesse existido.

De acordo com o advogado Ariel de Castro Alves, membro do Movimento Nacional de Direitos Humanos, o vídeo é fundamental para que toda a barbárie daquela época seja lembrada e não seja repetida. “E também para esclarecer a verdade, que o nazismo era um movimento de extrema direita, e que não tinha nenhuma relação com a esquerda, tanto que combatia o marxismo”, afirma.

O advogado também lembra que o nazismo pregava o racismo e outras discriminações, inclusive sociais e econômicas. “Esses conceitos e pregações claramente são ideais de extrema direita, contrariando completamente a ideologia e as pregações da esquerda, que defende justiça social, direitos humanos das minorias e combate a qualquer forma de racismo e discriminação”, diz.

O especialista também lembra que a Declaração Universal de Direitos Humanos completa 70 anos neste ano e que, por isso, o vídeo do governo alemão também tem relação com o documento que surgiu em dezembro de 1948 como uma reação universal, sobretudo ao nazismo.

“A mensagem em vídeo da embaixada alemã, provavelmente, foi motivada pela percepção do crescimento da extrema direita no Brasil através da candidatura de [Jair] Bolsonaro, ataques contra estrangeiros e outros atos de xenofobia, homofobia, racismo e discriminação”, alerta Alves.

Assista: