27 de janeiro de 2018, 17h53

Vídeo: Momento do sepultamento de Marcinho Matos, líder do MST da Bahia

O dirigente do Movimento Sem Terra (MST) e integrante do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcio Matos Oliveira foi enterrado nesta sexta-feira (26)

Segundo governador da Bahia, crime foi encomendado por inimigos do movimento

Da Redação

O dirigente do Movimento Sem Terra (MST) e integrante do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcio Matos Oliveira, de 33 anos, foi enterrado nesta sexta-feira (26). Marcinho, como era conhecido, foi morto a tiros em sua própria casa, no assentamento Boa Sorte, em Iramaia, na região da Chapada Diamantina, na Bahia.

Segundo a Polícia Civil, ele foi assassinado na frente do filho de 6 anos. O corpo foi velado na sede do MST em Vitória da Conquista, cidade onde nasceu e reside seus familiares, e enterrado no cemitério local com a presença de amigos, familiares, políticos, a militância do MST, além de representantes de diversos movimentos e organizações populares.

O crime ocorreu na última quarta-feira (24) e, segundo o governador da Bahia Rui Costa (PT), foi encomendado por inimigos do movimento. “Determinei imediatamente que viesse o delegado regional e a perícia técnica, e determinei ao secretário de Segurança que montasse um grupo especial de investigação para que possamos chegar aos executores e mandantes”, afirmou Costa.

Em nota, a Direção Estadual do MST na Bahia denunciou que a morte de Marcinho “se soma a um triste cenário nacional de violência contra os trabalhadores e trabalhadoras do campo”. “Este é um momento de luto, mas também de luta. Por isso, exigimos que a Justiça inicie imediatamente as investigações sobre o assassinato de Márcio. Não permitiremos que essa morte passe impune e daremos continuidade a luta popular travada por ele nas diversas trincheiras.”

Foto de capa: Ailton Fernandes/Terra Sem Males