31 de outubro de 2018, 07h35

VÍDEO: Polícia atira bombas em dispersão de ato contra Bolsonaro em São Paulo

Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os policiais estavam sem identificação nas fardas.

Foto: Midia Ninja
A Polícia Militar reprimiu violentamente alguns grupos que dispersavam da manifestação contra o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) no fim da noite desta terça-feira (30) em São Paulo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os policiais estavam sem identificação nas fardas. Vídeos publicados nas redes sociais mostram a polícia atirando bombas de gás lacrimogênio em pequenos grupos que se concentravam próximo à Praça Roosevelt, na região central de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos uma pessoa foi detida e encaminhada para o 78º Distrito Policial. O ato, que começou no vão do Masp, na Avenida Paulista,...

A Polícia Militar reprimiu violentamente alguns grupos que dispersavam da manifestação contra o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) no fim da noite desta terça-feira (30) em São Paulo. Segundo reportagem da Folha de S.Paulo, os policiais estavam sem identificação nas fardas.

Vídeos publicados nas redes sociais mostram a polícia atirando bombas de gás lacrimogênio em pequenos grupos que se concentravam próximo à Praça Roosevelt, na região central de São Paulo. De acordo com a Polícia Militar, pelo menos uma pessoa foi detida e encaminhada para o 78º Distrito Policial.

O ato, que começou no vão do Masp, na Avenida Paulista, transcorreu sem problemas até então. Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Sem-Teto (MTST) e candidato derrotado à Presidência do PSol, discursou dizendo que reconhece o resultado das eleições, mas declarou oposição desde já às propostas antidemocráticas de Bolsonaro.

“O Bolsonaro se elegeu presidente do Brasil, não imperador do Brasil e tem que respeitar as liberdades democráticas”, disse Boulos, que criticou a cultura da violência dos apoiadores do capitão da reserva. “Nós viemos às ruas em paz, porque a violência e o resolver tudo na bala não faz parte da nossa cultura, faz parte da dele”.