14 de junho de 2018, 12h55

Vigília Lula Livre repudia ataque ao acampamento em Curitiba

Os manifestantes também denunciam que moradores que apoiam o movimento são ameaçados por vizinhos contrários aos protestos

Foto: Reprodução / Youtube

Integrantes da Vigília Lula Livre emitiram nota, nesta quinta-feira, depois de um vídeo que denuncia o incêndio no acampamento viralizar na internet. Na gravação, os manifestantes acusam moradores vizinhos de colocar fogo em pneus com o objetivo de afugentar os defensores da liberdade do ex-presidente Lula da Praça Olga Benário.

Na nota, a Vigília esclarece que tem cumprido todos os acordos com os moradores, como a realização de atos entre 9h e 19h30 da noite. O texto ressalta que o distúrbio provocado na quarta-feira acabou gerando tumulto até 1h30 da manhã.

Os manifestantes também denunciam que moradores que apoiam o movimento são ameaçados por vizinhos contrários aos protestos.

Leia na íntegra a nota da Vigília Lula Livre

Sobre os ataques de ontem (13) à Vigília Lula Livre

As organizações que estão na Vigília Lula Livre há quase setenta dias, de forma pacífica, respeitando os acordos com a Secretaria de Estado de Segurança Pública e demais autoridades, repudiam a ação de indivíduos de extrema-direita que na noite de ontem (14), atacaram, ofenderam e proferiram frases preconceituosas contra integrantes da Vigília.

Sem respeitar o interdito proibitório, esses indivíduos se colocam de forma agressiva na mesma região onde está concentrada a Vigília, sendo que os protestos contrários devem ocorrer no lado aposto do prédio da Polícia Federal, conforme decisão judicial.

A Vigília Lula Livre reafirma seu direito de fazer as manifestações respeitando o horário acordado das 9h às 19h30. O agrupamento de ontem, ao contrário, por conta de sua ação violenta, inclusive queimando pneus, acabou gerando forte barulho até depois da 1 hora da madrugada, desrespeitando o direito ao descanso e prejudicando os moradores.

Da nossa parte, respeitamos o direito à manifestação, assim como os moradores que não apoiam o nosso movimento. Frequentemente, buscamos ter contato e encontrar uma melhor condição de convivência para todos e todas. Ao mesmo tempo, reafirmamos e agradecemos a solidariedade de vários outros moradores da região. Denunciamos também que moradores que nos apoiam têm sofrido ameaças.

Prezamos pela tolerância, pelo respeito e pelo nosso direito de nos manifestar, em uma via que é pública, em defesa do ex-presidente Lula contra uma prisão política e arbitrária. Seguiremos aqui, porque nos é assegurado pela Constituição e pelas autoridades.

Seguimos na resistência!

Curitiba, 14 de junho de 2018.