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07 de março de 2019, 16h11

Vitória da Mangueira é “respiro de democracia num oceano de frustrações”, diz Hildegard Angel

Filha de Zuzu e irmã de Stuart Angel, a jornalista desfilou como destaque na Mangueira representando as famílias dos mortos e desaparecidos da ditadura militar, classificados pela escola campeã como os verdadeiros heróis daquele período

Hildegard Angel desfila na Mangueira (Reprodução)
Uma das personagens que ajudaram a construir a vitória da Estação Primeira de Mangueira no carnaval do Rio de Janeiro deste ano, a jornalista Hildegard Angel considera o êxito da verde e rosa “um respiro de democracia num oceano de frustrações”. “A vitória da Mangueira é nossa. Ela retoma o fio da História. É um respiro da democracia num oceano de frustrações em que andamos mergulhados. Um tributo tardio àqueles que deram suas vidas pela nossa liberdade. Dos negros, dos índios, dos brancos, dos idealistas, por todos em situações opressivas”, disse à Fórum. Leia também Vitória da Mangueira sacramenta derrota...

Uma das personagens que ajudaram a construir a vitória da Estação Primeira de Mangueira no carnaval do Rio de Janeiro deste ano, a jornalista Hildegard Angel considera o êxito da verde e rosa “um respiro de democracia num oceano de frustrações”.

“A vitória da Mangueira é nossa. Ela retoma o fio da História. É um respiro da democracia num oceano de frustrações em que andamos mergulhados. Um tributo tardio àqueles que deram suas vidas pela nossa liberdade. Dos negros, dos índios, dos brancos, dos idealistas, por todos em situações opressivas”, disse à Fórum.

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Hilde, como é carinhosamente chamada pelos amigos mais próximos, desfilou na Mangueira representando as famílias dos mortos e desaparecidos da ditadura militar que, para a escola de samba, foram os verdadeiros heróis do período. Ela é filha de Zuzu Angel e irmã de Stuart Angel, ambos assassinados pelo regime ditatorial. Destaque na Sapucaí, a jornalista estava em cima de um livro e em frente a outro em que se lia a frase “ditadura assassina”.

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Com o enredo “História pra ninar gente grande”, a Mangueira recontou a história do Brasil ao desconstruir as figuras enaltecidas pela “história oficial” e homenageou os verdadeiros heróis do país, como mulheres, índios e negros.

“Foi uma dádiva para mim essa oportunidade de representar tantos brasileiros de mérito. A arte popular é transformadora e revolucionária”, completou Hildegard.

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