15 de setembro de 2018, 11h21

#VoteNelas: Campanha de candidatas incentiva eleitores a votarem em mulheres

“Não faz mais sentido um país como o Brasil ser governado quase somente por homens”, afirma o movimento

O Brasil ocupa a posição 152 de 190 países quando o assunto é mulheres no parlamento. O dado foi divulgado em março de 2018 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e foi monitorado pela Inter-Parliamentary Union, com sede na Suíça.

Depois de notarem essa assustadora disparidade, candidatas brasileiras decidiram se unir para fazer uma campanha que incentiva eleitores a votarem em mulheres. O grupo, que é suprapartidário, engloba várias candidatas, de diferentes correntes políticas, mas que acreditam que o Brasil precisa de mais representatividade feminina.

Foi assim que nasceu o #VoteNelas. Na página do Facebook, o movimento diz que as mulheres foram afastadas da política e caladas até hoje, mas que a hora de mudar essa realidade chegou. “Não faz mais sentido um país como o Brasil ser governado quase somente por homens”, afirma o texto.

Na página são compartilhados informações e vídeos que ilustram a importância de se ter mulheres fazendo política. Além disso, traz dados que mostram como essa área ainda precisa ser mais conquistada por candidaturas femininas.

De acordo com Duda Alcântara (Rede), que é candidata à deputada federal e uma das criadoras do projeto, foi notado por elas que existiam vários movimentos para a renovação da política, mas que era essencial também pautar a importância das mulheres na política.

Ela afirma que, para o grupo, é importante não só serem candidatas, mas também motivar outras mulheres que estão na corrida eleitoral. Assim veio a ideia de fazer uma campanha com dados e informações para “tentar colocar essa cultura das pessoas votarem mais em quem temos menos no Congresso”.

Duda também lembra da importância de eleger mulheres negras para os cargos no parlamento brasileiro. Um exemplo de que é importante falar sobre essa intersecção de gênero e raça é que apenas 3% das pessoas que assumiram as prefeituras nas últimas eleições são mulheres negras. O dado é da CNM (Confederação Nacional de Municípios).