12 de julho de 2018, 10h04

Wadih Damous diz que MP virou uma Gestapo e a chefe é Raquel Dodge

“A Gestapo tem que ser enfrentada com as armas da democracia”, denunciou Damous

(Foto: Gustavo Bezerra/PT na Câmara)

O deputado Wadih Damous (PT-RJ) criticou duramente a investigação aberta contra o desembargador federal Rogério Favreto pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, anunciada nesta quarta-feira (11).

“O Ministério Público, que já foi uma instituição gloriosa em nosso País, hoje está se tornando abrigo de rapazes de extrema-direita, de uma verdadeira Gestapo. E a chefe dessa Gestapo é a senhora procuradora-geral da República Raquel Dodge. É a Gestapo. E a Gestapo tem que ser enfrentada com as armas da democracia”, denunciou Damous.

De acordo com o deputado do Rio de Janeiro, a investigação aberta pela PGR é “uma tentativa de intimidação contra todos juízes que ousarem se levantar contra a República de Curitiba”. No domingo, Favreto acatou o pedido de habeas corpus protocolado por Damous e os deputados Paulo Teixeira (PT-SP) e Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara, mas a ordem judicial não foi cumprida graças a um conluio envolvendo o juiz Sérgio Moro, a Polícia Federal e os desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região.

“Obviamente, se a decisão de Favreto fosse desfavorável ao ex-presidente Lula, ela [Raquel Dodge] não estaria representando contra ele”, destacou Damous.

Para o petista, a medida contra Favreto “é a subjetividade fascista do Ministério Público levada às últimas consequências” e nenhuma autoridade no Judiciário pode decidir a favor do presidente Lula. “Essa é a ordem do Estado fascista. Essa é a ordem do Estado policial. Isso é inaceitável”, protestou.

Segundo Damous, Lula é “o único homem capaz de enfrentar o Estado policial, enfrentar o Estado fascista e revogar todas essas medidas de exceção que o governo quadrilheiro de Michel Temer adotou ao longo desses dois anos” após o golpe que tirou do governo a presidenta Dilma Rousseff.

“Contra esse homem foi construído um ordenamento jurídico à parte. A favor dele não vale a Constituição. A favor dele não valem as leis. A favor dele não vale isenção e imparcialidade do poder Judiciário. Contra ele vale tudo. Contra ele vale a exceção. Contra ele vale a perseguição, vale a ilegalidade. Só o povo brasileiro para dar um basta nisso”, concluiu Damous.

Com informações de Rogério Tomaz Jr. no PT na Câmara