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14 de maio de 2019, 06h53

Whatsapp disponibiliza atualização após ameaças de ataques hackers por empresa israelense

Segundo informações do jornal Financial Times, o vírus teria sido criado pela empresa NSO - que trabalha para o governo israelense - para atingir diretamente um advogado londrino que move ações contra ela. Além disso, segundo o The New York Times, alguns dos seus clientes também eram alvos diretos desse spyware: um coletivo de jornalistas e ativistas mexicanos, um cidadão do Qatar ou ainda Omar Abdulaziz, um ativista saudita exilado no Quebeque, Canadá

O Whatsapp, que pertence ao Facebook, disponibilizou uma atualização do aplicativo nesta segunda-feira (13) após detectar vulnerabilidade para ataques de hackers em celulares dos sistemas operacionais da Apple (iOS) e do Google (Android). “O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem para a versão mais recente do nosso aplicativo, bem como manter seu sistema operacional atualizado para proteger contra potenciais ataques direcionados a comprometer informações armazenadas em dispositivos móveis”, disse um porta-voz da empresa, segundo a agência Reuters. O alerta aconteceu depois de vir à público que a empresa israelense de vigilância cibernética NSO teria criado um spyware (um sistema espião)...

O Whatsapp, que pertence ao Facebook, disponibilizou uma atualização do aplicativo nesta segunda-feira (13) após detectar vulnerabilidade para ataques de hackers em celulares dos sistemas operacionais da Apple (iOS) e do Google (Android).

“O WhatsApp incentiva as pessoas a atualizarem para a versão mais recente do nosso aplicativo, bem como manter seu sistema operacional atualizado para proteger contra potenciais ataques direcionados a comprometer informações armazenadas em dispositivos móveis”, disse um porta-voz da empresa, segundo a agência Reuters.

O alerta aconteceu depois de vir à público que a empresa israelense de vigilância cibernética NSO teria criado um spyware (um sistema espião) que poderia fazer com que ela acessasse a conta de qualquer um dos 1,5 mil milhão de usuários do WhatsApp.

Segundo informações do jornal Financial Times, o vírus teria sido criado pela empresa NSO – que trabalha para o governo israelense – para atingir diretamente um advogado londrino que move ações contra ela.

Além disso, segundo o The New York Times, alguns dos seus clientes também eram alvos diretos desse spyware: um coletivo de jornalistas e ativistas mexicanos, um cidadão do Qatar ou ainda Omar Abdulaziz, um ativista saudita exilado no Quebeque, Canadá.

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“O ataque tem todos os cunhos de uma empresa privada que alegadamente trabalha com governos para instalar spyware que toma o controlo dos sistemas operativos de telemóveis”, disse o Whatsapp, num comunicado enviado ao Financial Times. “Informamos várias organizações de direitos humanos para partilharmos com elas as informações que podemos e para podermos trabalhar com eles no sentido de notificar a sociedade civil.”

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