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21 de abril de 2019, 11h51

Witzel pode ser responsabilizado por ordem “ilegal” para “abater” suspeitos

Governador do Rio de Janeiro já ordenou que atiradores de elite “abatessem” quem estivesse portando fuzil, independentemente de estar usando a arma ou não

Foto: Reprodução
O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pode responder na Justiça sobre uma de suas ordens. Ele autorizou policiais a matarem quem estiver portando fuzil, independentemente se estiver atacando os agentes de segurança ou terceiros ou não. Segundo magistrados que compareceram ao lançamento do Anuário da Justiça Rio de Janeiro 2019, a iniciativa de Witzel é inconstitucional e pode fazer com que ele responda pessoalmente pelas mortes que ocorrerem. Em sua campanha às eleições de 2018, Witzel prometeu que iria ordenar que policiais “abatessem” quem estivesse portando fuzil. No final de março, o governador declarou ao jornal o...

O governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), pode responder na Justiça sobre uma de suas ordens. Ele autorizou policiais a matarem quem estiver portando fuzil, independentemente se estiver atacando os agentes de segurança ou terceiros ou não.

Segundo magistrados que compareceram ao lançamento do Anuário da Justiça Rio de Janeiro 2019, a iniciativa de Witzel é inconstitucional e pode fazer com que ele responda pessoalmente pelas mortes que ocorrerem.

Em sua campanha às eleições de 2018, Witzel prometeu que iria ordenar que policiais “abatessem” quem estivesse portando fuzil. No final de março, o governador declarou ao jornal o Globo que atiradores de elite, os “snipers”, já estavam sendo usados no combate a traficantes.

“Os ‘snipers’ são usados de forma absolutamente sigilosa. Eles já estão sendo usados, só não há divulgação. O protocolo é claro: se alguém está com fuzil, tem que ser neutralizado de forma letal”, disse o governador do Rio.

Vítimas

Um dos casos veio a público em fevereiro. Laudos técnicos indicaram que disparos que atingiram três moradores de Manguinhos, zona norte do Rio, matando dois deles, foram feitos de cima, possivelmente por “snipers” do alto da torre da Cidade da Polícia, que fica nos arredores.

Veja também:  A batalha pela Educação e a primeira derrota de Bolsonaro nas ruas

A Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) solicitou que o Ministério Público (MP) investigue o uso de “snipers” em operações policiais.

Com informações do Conjur

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